quinta-feira, 18 de setembro de 2008
Interesse nas crianças
Monique Rodrigues gosta de comer, dançar e brincar com seu levado filho Adryan, com quem sempre vai ao parque ou a uma lanchonete aos domingos. Talvez seja o amor pelo menino que a tenha feito apoiar um dos dois projetos defendidos na noite de ontem na Escola Municipal Menino de Deus, na Prata. O projeto em questão é usar o MP4 para entrevistar as crianças vítimas da violência.
Nome Monique Domingos Rodrigues >> Idade 23 anos
Estado civil Casada
Ocupação Dona-de-casa >> Escolaridade Ensino Médio Completo
Religião Freqüento a igreja evangélica >> Time Vasco
O que tem de bom na rua?
Praça do Manhoso
O que tem de ruim na rua?
Violência
O que falta na rua?
Segurança
O que gosta de fazer?
Comer, dançar e brincar com o filho “levado”, Adryan, de 3 anos
O que faz pra se divertir aos domingos?
Vou ao parque ou saio com o marido e o filho a alguma lanchonete.
Veio pro Pro Jovem com que objetivo?
Achei ou bacana o curso de telemarketing, por não estar trabalhando.
Como ficou sabendo do Pro Jovem?
Por uma amiga da mãe, D. Dulce.
Acha que pode ganhar o prêmio?
Vai depender muito do desempenho do resto da turma.
O que espera como prêmio?
Uma outra bolsa de estudos.
Qual o projeto apresentado hoje?
Entrevistar crianças vítimas de violência ou investigar a formação do bairro.
terça-feira, 16 de setembro de 2008
Mães de Prata
Por Larissa Leotério
Ester de Oliveira, 21 anos, é mãe do Lucas, que tem apenas cinco meses. Moradora da Jacutinga, essa carinhosa mãe leva Lucas para as oficinas da Turma A no bairro da Prata porque ele ainda mama. “Ninguém cuida melhor de uma criança do que a mãe”, diz Ester.
Sua mãe, dona Iracema, e as irmãs Hosana, Eunice e Débora não entendem têm uma compreensão diferente. “Elas vivem se oferecendo para ficar com o bebê.” Mas Ester ficou receosa desde o dia em que deixou Lucas com a sogra e, apesar de todas as suas recomendações, botou leite de caixa na mamadeira. “Fiquei indignada.”
Apesar de não viver mais com o pai de Lucas, Ester tem uma ótima relação com ele. “Ele é é um pai muito carinhoso”, diz ela. “Às vezes, a gente ainda fica juntos”, confessa.
A mãe de Ester pedia insistentemente um neto e achava que já estava mais do que na hora, visto que todas as mulheres da família têm filhos muito cedo, com quinze anos
Gisele Dominique, 18 anos, é mãe do Kevin Douglas, de um ano e quatro meses.
Moradora da Av. Antônio Borges, em Jacutinga, ela leva Kevin para as oficinas na Escola Municipal Menino de Deus por opção e quando não tem com quem deixá-lo.
“A chegada de Kevin foi difícil”, admite.A gravidez de Gisele foi muito criticada pela família. “Meu irmão Davi, ficou sem falar comigo desde a hora que soube quando eu estava grávida até o menino completar um ano.” Ela também foi muito criticada pelo pai. Apenas a mãe, Dona Angélica, a acolheu.
Gisele me conta que tem uma boa relação com o pai de Kevin. “Ele a ajuda com as coisas do filho, é um pai presente.” E isso facilita um pouco a vida dela.
O fato mais impressionante da entrevista é que Gisele diz só ter descoberto a gravidez no sétimo mês de gestação. “O feto estava “atravessado” e se desenvolvendo de maneira diferente.” Fez a tardia descoberta em uma ultra-sonografia, incentivada pela prima.
“Foi um susto muito grande”, confessa a menina. Sem estrutura pra receber uma criança, Gisele rejeitou o bebê no começo. Mas o pai, radiante, desejava que nascesse logo. “Foi a grande ajuda!”
E, quem diria, Kevin Douglas é o grande xodó família toda.
Tatiana Viera Lima, 24 anos, é mãe da Victória, de cinco anos.
Essa mãe moradora da Rua Costa Bastos, no bairro Jacutinga, me diz, logo de cara, que Victória foi uma criança bem planejada e de uma gravidez bem curtida.
A felicidade de Tatiana se completou logo quando descobriu o sexo do seu bebê.
A chegada de Victória foi comemorada, segundo a mamãe. Os avós maternos sempre “corujaram” a netinha. E os pais, nem se fala. A “Pandorinha” é o xodó de Ricardo, o paizão orgulhoso. Saem juntos e “sacaneiam” a mamãe, deixando-a em casa.
Recebida com muita festa, é uma menina muito esperta e comunicativa. Sorridente a vida toda.
Luana Saldanha Costa, 22 anos, é mãe da Maria Eduarda, de três anos.
A moradora da Rua Ricardo, em Jacutinga, relata que Maria Eduarda, apesar de não ter sido planejada, foi muito bem-vinda. Porém, os avós maternos apenas aceitaram a chegada do segundo neto.
O primeiro foi Lucas, que hoje tem cinco anos. A jovem mãe tem a impressão de que os pais ficaram mais felizes com a chegada de Lucas, mas conta que “Duda” foi bem recebida, inclusive pelo pai orgulhoso.
Trouxe a filha para o curso por que sua mãe não pôde cuidar da menina. “Mas isso não acontece com freqüência”, pondera.
Outra mãe orgulhosíssima!
quarta-feira, 10 de setembro de 2008
Valorizando a amizade
Por Marina Rosa
Nome Emanuele Dias Fontes >> Idade 19 anos
Rua Euclides da Cunha
Escolaridade Cursando o 1º ano do ensino médio >> Ocupação Estudante
Time Não tem >> Religião Evangélica
e-mail manudfontes@yahoo.com.br
Orkut www.orkut.com.br/Main#Profile.aspx?uid=4974323714064950558
O que tem de bom na sua rua?
Os amigos.
O que não tem de bom na sua rua?
Iluminação, lan house.
O que gosta de fazer?
Entrar na internet e brincar com as crianças na rua?
O que não gosta de fazer?
Sair com a mãe.
Como se diverte aos domingos?
Indo à igreja.
Por que veio para o ProJovem?
Porque tem vários cursos que me interessam.
O que espera do projeto vai?
Aprender mais sobre as ruas das pessoas da minha turma.
Acha que vai ganhar o prêmio?
Não sei.
O que vai fazer com o prêmio?
Só tiraria fotos e escutaria músicas.
Qual história contou?
"A história não é triste e nem engraçada, é sobre duas vizinhas minhas que uma mora do lado da outra só que uma tinha o cabelo grandão e a outra bem curtinho. Aí um dia a de cabelo curto bateu com carro no da outra, a do cabelão, mas só encostou mas mesmo assim isso deu a maior confusão. A mulher do cabelo curtou enrolou o cabelo da outra na mão e esfregou-a na vala e acabaram indo parar na delegacia porque arrancou o cabelo da mulher e meu pai teve até que depôr. Eu não sei o que se passou que agora elas estão se falando normalmente e uma fica elogiando o cabelo da outra, duas doidas!"
Pq contou esta história?
Porque desde criança lembro disso e foi a primeira história que veio a cabeça.
Como ficou sabendo do projeto?
Pela vizinha, Dice.
O que tem de bom na sua rua?Lan House e locadoura.
O que não tem de bom na sua rua?
Iluminação, quadra de esportes e pracinha.
O que gosta de fazer?
Conhecer novos lugares.
O que não gosta de fazer?
Ficar a toa.
Como se diverte aos domingos?
Entrando na internet, assistindo DVD.
Por que veio para o ProJovem?
Porque é um curso profissionalizante e que pode preparar para um trabalho.
O que espera do projeto?
Experiências novas, aprender o que o projeto ensina.
Acha que vai ganar o prêmio?
Claro!
O que vai fazer com o prêmio?
Se ganhar o MP4 gravarei músicas, as aulas do projeto e a história de como eu vim pro projeto, como conheci para guardar de recordação.
Qual a sua história?
"Da amendoeira que não existe mais na minha rua e foi onde eu passei minha infãncia pratcamente toda. Ficava dentro do quintal de uma casa na minha rua mas eu e meus amigos sempre brincavamos lá. Só que um belo dia o dono da casa não a quis mais e cortou a árvore. Sendo que nós passamos a infância toda brincando nessa àrvore e sempre aconteciam coisas tanto tristes quanto engraçadas naquele pé de amendoeira."
Pq contou essa história?
Porque lembrei dela pois marcou a minha infância por ser muito bonita e grande.
Como ficou sabendo do projeto?
Pelo meu sobrinho Leonardo.
Por Marina Rosa
e-mail quelilima16@hotmail.com
O que tem de bom na sua rua?Os amigos.
O que não tem de bom na sua rua?
Condomínios.
O que gosta de fazer?
Cantar.
O que não gosta de fazer?
Correr.
Indo a casa de amigos e à festinhas.
Por que veio para o ProJovem?
Para aprender e ter capacidade para o mercado de trabalho.
O que espera do projeto?
Conhecer o meu bairro.
Acha que vai ganhar o prêmio?
Sim.
O que vai fazer com o prêmio?
Usar muito.
Qual história contou?
"Lá em casa tem 3 campainhas, a campainha que toca normal, o meu cachorro e a minha vizinha. O cachorro porque ele late muito aí a pessoa não chega nem a tocar a campainha aí eu já to olhando quem é porque eu já sei que tem alguém no meu portão mas assim, a primeira que atende de todas que atende é a vizinha. Então quando eu não estou em casa todo mundo já sabe porque a vizinha logo conta. Mas nos fundos da minha casa dá pra ver tudo porque é aberto, na frente não dá porque tem muro e é fechado mas atrás não. Aí tem uma varanda que a vizinha fica bem de lá olhando e toda vez que eu apareço ela tá lá olhando pra minha cara. E se voce perguntar ela conta a miinha vida toda pra você, sabe a hora que eu acordo, que eu janto, que eu almoço, conta tudo que faço! Um belo dia quando eu ainda estudava eu estava me arrumando com o cabelo todo pro alto, ai olhei pela janela de lado e tá a vizinha lá no murinho. Fechei a cara e olhei bem sério pra ela e disse: "Bom dia!", mas ela não respondeu pois pensou que eu não tinha a visto e do nada ela se escondeu. E então fiquei esperando e quando ela botou a cara novamente deu de cara no muro do outro lado e caiu embaixo da árvore que tinha ali. Eu pensei e falou logo: "Bem feito, ninguém mandou ficar tomando conta da vida dos outros". O muro despencou lá de cima com ela junto e eu achei super engraçado."
Por que contou essa história?
Como ficou sabendo do projeto?
Através do folheto na rua.
Por Marina Rosa
Nome Glauce Maria Martins da Silva >> Idade 23 anos
Rua Antonio Borges >> Ocupação Estudante
Escolaridade Cursando 1º ano do ensino médio
Time Flamengo >> Religião Não tem
e-mail Não tem >> Orkut Não tem
O que tem de bom na sua rua?Ainda nada.
O que não tem de bom na sua rua?
Iluminação.
O que gosta de fazer?
Estudar.
O que não gosta de fazer?
Ficar em casa.
Como se diverte aos domingos?
Almoçando com a família.
Por que veio para o ProJovem?
Para aprender mais.
O que espera do projeto?
Que seja um curso bom.
Acha que vai ganhar o prêmio?
Não sabe.
O que vai fazer com o prêmio?
Se ganhar vai dar de presente para o irmão.
Qual história contou?
"Nós temos o quintal da família que tem várias mangueiras, aí meu tio tava escolhendo uma pra botar o balanço pra gente brincar. Qdo meu tio mandou fazer uma fila a minha prima era a mais apressada. Aí a gente empurrando todo mundo, todos rindo, só que essa prima tava tão apressada que queria ser umas das primeiras a ser empurrada no balanço, nisso meu tio falou 'vem logo voce', aí ela começou a balançar muito forte e ela com nervoso disso começou a mijar na gente que tava na fila e aquilo foi incrível porque o xixi foi tão alto que passou da fila e ela desceu do balanço se tremendo de tanto medo e nunca mais quis ir em qualquer balanço".
Pq contou essa história?
Porque é uma história tão engraçada que marcou a minha vida.
Como ficou sabendo do projeto?
Pela minha amiga Luciana.
O que tem de bom na sua rua?
O futebol com amigos.
A iluminação precária.
Jogar bola e fazer bagunça na rua.
Estudar em casa.
Jogo bola, vou à casa da namorada e à igreja.
Para aprimorar meus conhecimentos e ter um currículo bom.
Conhecer pessoas e as histórias das ruas de Nova Iguaçu.
Depende, mas acho que sim!
Se for MP4 vou ouvir muita música e se for a câmera vou tirar muitas fotos, pois roubaram a que tinha.
"Onde eu moro tinha um campo todo jogado que ninguém cuidava e como eu e meus amigos sempre gostamos de jogar bola resolvemos ajeitar o campo pra gente ficar jogando ali e na época meu avô ainda era vivo e nos ajudou a restaurar o campo. Começamos a limpar tudo, ajeitar a trave e até fizemos marcação, só que antes da gente começar a usar veio um político e comprou e não deixou a gente jogar lá, só que foi maior sacanagem porque nós que fizemos todo o trabalho e depois que já tava tudo ajeitadinho que o cara apareceu.”
Porque meu avô já morreu e essa história me lembra muito ele, pois foi quem mais nos ajudou
Pela rádio 93
