sexta-feira, 26 de setembro de 2008

O dançarino de pedra

Por Larissa Leotério

Jorge Fernandes começou a dançar aos 14 anos. Mais tarde, montou o grupo de dança Os mascarados, com mais cinco amigos. Dançavam funk e as músicas da moda em festas de rua, clubes e casas de show. A grande noite de sua vida de artista foi a folia da Praça do S, no carnaval de 2006: "Dancei para mais de 600 pessoas", comemora. A paixão pela dança resistiu ao fim do grupo e à própria necessidade de sobreviver. Como sabe das dificuldades de se tornar um dançarino profissional, reduziu suas expectativas. "Quero dar aula de dança para as crianças."

Nome
Jorge Fernandes Júnior

Idade
21 anos

Rua
Travessa Antônio Borges

Bairro
Jacutinga

Ocupação
Trabalho com obras

Escolaridade
Ensino médio, cursando

Religião
Cristão protestante

Time
Flamengo

O que tem de bom na rua?
Asfalto

O que tem de ruim na rua?
Enchente

O que falta na rua?
Praça

O que gosta de fazer?
Jogar bola e dançar

O que faz para se divertir aos domingos?

Jogar bola

Por que veio para o Pro Jovem?
Dar um novo rumo à vida e ver as ‘minas’ bonitinhas

Como ficou sabendo do Pro Jovem?
Comentários de vizinhos

Acha que pode ganhar o prêmio?
Sim

O que espera como prêmio?
Um MP4, mais uma câmera digital, mais um celular e o que mais vier

Expectativas em relação ao projeto
Junta o que aprender à paixão da dança

Liberdade para a mãe

Por Larissa Leotério

Gláucia de Oliveira entrou no Pro Jovem com grandes expectativas. Além de fazer um bom curso, conquistar uma profissão e um bom emprego, ela sonha com o dia em que sairá da casa da mãe, onde mora com as três filhas que tem, apesar dos poucos 23 anos. Sua mãe, dona Sandra, não se incomoda com aquela multidão dentro de casa. O problema está na cabeça dela.

Nome
Gláucia de Oliveira

Idade
23 anos
Rua
Antônio Borges

Bairro
Jacutinga

Ocupação
Estuda e trabalha

Escolaridade
Ensino fundamental, cursando

Religião
Católica

Time
Flamengo

O que tem de bom na rua?
Nada

O que tem de ruim na rua?
Tudo

O que falta na rua?
Iluminação, para que as crianças possam brincar até mais tarde. Também falta área de lazer, para que as crianças não tenham que disputar espaço com os carros, no meio da rua

O que gosta de fazer?
Capoeira

O que faz para se divertir aos domingos?
Gosta de ir ao baile “Mesquita Show”

Por que veio para o Pro Jovem?
Atraída pelos cursos.

Como ficou sabendo do Pro Jovem?
Através de membros da entidade executora

Acha que pode ganhar o prêmio?
Sim, com toda a certeza

O que espera como prêmio?
Torço muito pra que seja um MP4

Fuga do aluguel

Por Larissa Leotério

Priscila Fernandes entrou no Pro Jovem para realizar sonhos seus e dos pais, que a criaram com dificuldade. Ela, que já trabalha em um projeto social, pretende ganhar dinheiro para realizar o sonho da casa própria da mãe. Todos em sua família estão cansados do aluguel.

Nome
Priscila Albuquerque da S. Fernandes

Idade
24 anos

Rua
Álvaro Chaves

Bairro
Jacutinga

Ocupação
Trabalho com projeto social

Escolaridade
Ensino médio completo

Religião
Católica

Time
Vasco

O que tem de bom na rua?
Nada

O que tem de ruim na rua?
Iluminação

O que falta na rua?
Praças, área de lazer

O que gosta de fazer?
Passear, ir a cachoeiras

O que faz pra se divertir aos domingos?
Gosta de ver DVD’s

Por que veio para o Pro Jovem?
Em busca de mais conhecimento, visando aprender uma profissão

Como ficou sabendo do Pro Jovem?
Soube do projeto por meio de membros da entidade executora

Acha que pode ganhar o prêmio?
É difícil, mas não impossível

O que espera como prêmio?
Só que seja algo bom e útil

Expectativas em relação ao projeto
Além de aprender uma profissão, quero ajudar os pais, que passam por grandes dificuldades financeiras. Também tenho vontade de realizar o sonho de minha mãe, que é ter uma casa própria e sair do aluguel

Surfando no valão

Por Leandro da Silva

A estudante Danissa Martins não gosta do valão na Avenida Antônio Borges, onde mora. Foi por causa dele que sua família perdeu quase tudo, em uma das chuvas que antes das obras do PAC arrasavam Nova Iguaçu no verão. Também viu neste dia o corpo de um menino morto, boiando nas águas podres do mesmo valão. Jamais esqueceu o rosto dele.

Nome
Danissa Martins

Idade
19 anos

Rua
Antônio Borges

Ocupação
Estudante

Escolaridade
Segundo ano do ensino médio

Religião
Evangélica

Time
Vasco da Gama

E-mail
danissa_hta@hotmail.com

link do orkut
danissamartins@yahoo.com.br

O que tem de bom na sua rua?
No meio do ano, rola uma festa

O que não tem de bom na sua rua?
Valão

O que gosta de fazer?
Ir à lan house

Como se diverte aos domingos?
Micareta

Por que veio para o Pro Jovem?
Ajuda financeira e o aprendizado

Como ficou sabendo do projeto?
Através de uma amiga

Acha que vai ganhar o prêmio?
Não

O que vai fazer com o prêmio?
Se tiver sorte, aproveitar

Qual história contou?
Eu estava em casa dormindo desde as 5h escutando o barulho da chuva. Fiquei na cama até as 9h30. Notei então que a água estava entrando no meu quintal.

Não demorou muito para que minha amiga Daniela chegasse, dizendo que sua casa já estava alagada.

- Vamos botar tudo para cima aqui também - eu disse, apontando para a bancada de tijolos que a gente usava salvar os móveis da casa.

Mas naquele dia encheu de uma tal forma, que a geladeira nova começou a boiar.

Foi dramático. Lembro bem dos gritos de minha irmã, pedindo para sair. Mas eu não soltei a geladeira nem mesmo quando vi os bichos entrando lá em casa. A água chegava ao quadril quando um dos meus amigos ligou desesperado, dizendo que a família dele havia perdido tudo.

Dois outros fatos também me marcariam naquele dia de chuva. Um deles foi ver os meninos surfando no valão com uma prancha e um bote. Também não posso esquecer o menino que apareceu morto, boiando. Esse caso foi chocante. Deu até jornal.

Por que contou essa história?
Porque não deveria ficar entre nós

Baladeira sem sorte

Por Leandro Silva
Amanda Lopes gosta da noite, particularmente do RioSampa e de micaretas. A história que contou, sobre as sandálias que ela e sua amiga quebraram enquanto esperavam o ônibus que as levaria para a balada, só podia ter a ver com a noite. Mas, apesar de tantos empecilhos do destino, ela terminou se divertindo. Ela pode não ter sorte. Mas não perde oportunidade de se divertir.

Nome
Amanda Lopes

Idade
18 anos

Rua
Antonio Borges

Ocupação?
Estudante

Escolaridade
3o ano do ensino médio

Religião
Católica

Time
Vasco da Gama

E-mail
lindinha.htinha524@hotmail.com

link no orkut
http://www.orkut.com.br/Profile.aspx?uid=1396152659584541315

O que tem de bom na sua rua?
Nada

O que não tem de bom na sua rua?
Os buracos

O que gosta de fazer?
Ir ao RioSampa

Como se diverte aos domingos?
Micareta

Por que veio para o Pro Jovem?
Pela ajuda financeira

Como ficou sabendo do projeto?
Através de uma amiga

O que espera do projeto?
A profissionalização e fazer novas amizades

Acha que vai ganhar o prêmio?
Não tenho sorte

O que vai fazer com o prêmio?
Ficar feliz

Qual história contou?
Um dia eu estava indo para o ponto de ônibus com a intenção de chegar no viashow, quando minha sandália arrebentou.

Por sorte, meu amigo Rafael, mais conhecido como Farinha, me levou para casa de moto. Troquei de sandália e voltei para o ponto, onde minha amiga Camila me esperava. Mas a sandália dela também arrebentou. Achamos graça.

Já era meia-noite. Próximo ao ponto tem um posto de gasolina. Pedimos ajuda ao frentista a quem perguntei se tinha cola para a sandália. Só tinha prego. Mas não conseguimos e jogamos a sandália na Via Dutra.

Fomos para minha casa e, como minha mãe nos proibiu de sair de novo, convidei uns amigos para essa saída. A balada foi otima.

Por que contou essa história?
Por que foi muito engraçada

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Preocupada com a educação

Alessandra Souza se acha a coisa mais interessante da rua em que mora, onde compartilha o espaço com vizinhos fofoqueiros e a ausência de lan houses. Mãe de uma menina de dois anos, não foi à toa a sugestão de entrevistar crianças na escola, para saber o que pensam do ensino. Essa é uma preocupação de qualquer mãe.

Nome Alessandra Cristina dos Santos Souza >> Idade 21 anos

Estado civil Solteira

Ocupação Desempregada >> Escolaridade Ensino médio completo

Religião Possui um lado espiritual independente de religiões

Time Vasco

O que tem de bom na rua?
“Eu”

O que tem de ruim na rua?
Vizinhos fofoqueiros

O que falta na rua?
Lan house

O que gosta de fazer?
De ficar com a filha Larissa, de dois anos

O que faz para se divertir aos domingos?
Vejo filmes no DVD e tevê

Veio para o Pro Jovem por quê?
Em busca de qualificação profissional

Como ficou sabendo do Pro Jovem?
Pela vizinha, Emanuelle

Acha que pode ganhar o prêmio?
Não sabe

O que espera como prêmio?
Não sabia que teria um prêmio no final do projeto (o.o)

Qual o projeto apresentado hoje?
Entrevistar crianças na escola, para saber o que acham do ensino.

Minha rua tem paquerinha

Por Larissa Leotério

O projeto de pesquisa da turma do propagandista Samuel de Oliveira será entrevistar as diferentes formas de manifestação cultural da Prata. Mas, mesmo que sua turma ganhe a gincana social no embate final daqui a dois domingos, ele só vai se sentir um vencedor se fizer uma outra conquista. "Vim para acompanhar uma 'paquerinha'", confessa.

Nome Samuel Geraldo de Oliveira >> Idade 18 anos

Estado civil Solteiro


Ocupação Trabalho com propaganda >> Escolaridade Ensino fundamental completo

Religião Freqüento a igreja evangélica >>Time Flamengo

O que tem de bom na rua?
Projeto Sono Leve

O que tem de ruim na rua?
Vizinhos

O que falta na rua?
Lan house

O que gosta de fazer?
Namorar

O que faz pra se divertir aos domingos?
Domingueira VIP de Mesquista

Veio para o Pro Jovem por quê?
Porque queria acompanhar uma “paquerinha”

Como ficou sabendo do Pro Jovem?
Pela ex-namorada, Gisele

Acha que pode ganhar o prêmio?
Sim.

O que espera como prêmio?
Não faço idéia do que poderia ser

Qual o projeto apresentado hoje?
Entrevistar as diferentes formas de manifestação cultural do bairro

Interesse nas crianças

Por Larissa Leotério

Monique Rodrigues gosta de comer, dançar e brincar com seu levado filho Adryan, com quem sempre vai ao parque ou a uma lanchonete aos domingos. Talvez seja o amor pelo menino que a tenha feito apoiar um dos dois projetos defendidos na noite de ontem na Escola Municipal Menino de Deus, na Prata. O projeto em questão é usar o MP4 para entrevistar as crianças vítimas da violência.

Nome Monique Domingos Rodrigues >> Idade 23 anos

Estado civil Casada

Ocupação Dona-de-casa >> Escolaridade Ensino Médio Completo

Religião Freqüento a igreja evangélica >> Time Vasco

O que tem de bom na rua?
Praça do Manhoso

O que tem de ruim na rua?
Violência

O que falta na rua?
Segurança

O que gosta de fazer?
Comer, dançar e brincar com o filho “levado”, Adryan, de 3 anos

O que faz pra se divertir aos domingos?
Vou ao parque ou saio com o marido e o filho a alguma lanchonete.

Veio pro Pro Jovem com que objetivo?
Achei ou bacana o curso de telemarketing, por não estar trabalhando.

Como ficou sabendo do Pro Jovem?
Por uma amiga da mãe, D. Dulce.

Acha que pode ganhar o prêmio?
Vai depender muito do desempenho do resto da turma.

O que espera como prêmio?
Uma outra bolsa de estudos.

Qual o projeto apresentado hoje?
Entrevistar crianças vítimas de violência ou investigar a formação do bairro.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Mães de Prata

Mães da Turma A da Menino de Deus fazem questão de levar os filhos
Por Larissa Leotério

Ester de Oliveira, 21 anos, é mãe do Lucas, que tem apenas cinco meses. Moradora da Jacutinga, essa carinhosa mãe leva Lucas para as oficinas da Turma A no bairro da Prata porque ele ainda mama. “Ninguém cuida melhor de uma criança do que a mãe”, diz Ester.

Sua mãe, dona Iracema, e as irmãs Hosana, Eunice e Débora não entendem têm uma compreensão diferente. “Elas vivem se oferecendo para ficar com o bebê.” Mas Ester ficou receosa desde o dia em que deixou Lucas com a sogra e, apesar de todas as suas recomendações, botou leite de caixa na mamadeira. “Fiquei indignada.”

Apesar de não viver mais com o pai de Lucas, Ester tem uma ótima relação com ele. “Ele é é um pai muito carinhoso”, diz ela. “Às vezes, a gente ainda fica juntos”, confessa.

A mãe de Ester pedia insistentemente um neto e achava que já estava mais do que na hora, visto que todas as mulheres da família têm filhos muito cedo, com quinze anos em média. Lucas foi o primeiro neto de dona Iracema, que perdeu outros dois netos, filhos de Hosana, que espera outro bebê e está no quinto mês de gestação.

Gisele Dominique, 18 anos, é mãe do Kevin Douglas, de um ano e quatro meses.

Moradora da Av. Antônio Borges, em Jacutinga, ela leva Kevin para as oficinas na Escola Municipal Menino de Deus por opção e quando não tem com quem deixá-lo.

“A chegada de Kevin foi difícil”, admite.A gravidez de Gisele foi muito criticada pela família. “Meu irmão Davi, ficou sem falar comigo desde a hora que soube quando eu estava grávida até o menino completar um ano.” Ela também foi muito criticada pelo pai. Apenas a mãe, Dona Angélica, a acolheu.

Gisele me conta que tem uma boa relação com o pai de Kevin. “Ele a ajuda com as coisas do filho, é um pai presente.” E isso facilita um pouco a vida dela.

O fato mais impressionante da entrevista é que Gisele diz só ter descoberto a gravidez no sétimo mês de gestação. “O feto estava “atravessado” e se desenvolvendo de maneira diferente.” Fez a tardia descoberta em uma ultra-sonografia, incentivada pela prima.

“Foi um susto muito grande”, confessa a menina. Sem estrutura pra receber uma criança, Gisele rejeitou o bebê no começo. Mas o pai, radiante, desejava que nascesse logo. “Foi a grande ajuda!”

E, quem diria, Kevin Douglas é o grande xodó família toda.

Tatiana Viera Lima, 24 anos, é mãe da Victória, de cinco anos.

Essa mãe moradora da Rua Costa Bastos, no bairro Jacutinga, me diz, logo de cara, que Victória foi uma criança bem planejada e de uma gravidez bem curtida.

A felicidade de Tatiana se completou logo quando descobriu o sexo do seu bebê.

A chegada de Victória foi comemorada, segundo a mamãe. Os avós maternos sempre “corujaram” a netinha. E os pais, nem se fala. A “Pandorinha” é o xodó de Ricardo, o paizão orgulhoso. Saem juntos e “sacaneiam” a mamãe, deixando-a em casa.

Recebida com muita festa, é uma menina muito esperta e comunicativa. Sorridente a vida toda.

Luana Saldanha Costa, 22 anos, é mãe da Maria Eduarda, de três anos.

A moradora da Rua Ricardo, em Jacutinga, relata que Maria Eduarda, apesar de não ter sido planejada, foi muito bem-vinda. Porém, os avós maternos apenas aceitaram a chegada do segundo neto.

O primeiro foi Lucas, que hoje tem cinco anos. A jovem mãe tem a impressão de que os pais ficaram mais felizes com a chegada de Lucas, mas conta que “Duda” foi bem recebida, inclusive pelo pai orgulhoso.

Trouxe a filha para o curso por que sua mãe não pôde cuidar da menina. “Mas isso não acontece com freqüência”, pondera.

Outra mãe orgulhosíssima!

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Valorizando a amizade
Por Marina Rosa

Nome Emanuele Dias Fontes >> Idade 19 anos

Rua Euclides da Cunha

Escolaridade Cursando o 1º ano do ensino médio >> Ocupação Estudante

Time Não tem >> Religião Evangélica

e-mail manudfontes@yahoo.com.br

Orkut www.orkut.com.br/Main#Profile.aspx?uid=4974323714064950558

O que tem de bom na sua rua?
Os amigos.

O que não tem de bom na sua rua?
Iluminação, lan house.

O que gosta de fazer?
Entrar na internet e brincar com as crianças na rua?

O que não gosta de fazer?
Sair com a mãe.

Como se diverte aos domingos?
Indo à igreja.

Por que veio para o ProJovem?
Porque tem vários cursos que me interessam.

O que espera do projeto vai?
Aprender mais sobre as ruas das pessoas da minha turma.

Acha que vai ganhar o prêmio?
Não sei.

O que vai fazer com o prêmio?
Só tiraria fotos e escutaria músicas.

Qual história contou?
"A história não é triste e nem engraçada, é sobre duas vizinhas minhas que uma mora do lado da outra só que uma tinha o cabelo grandão e a outra bem curtinho. Aí um dia a de cabelo curto bateu com carro no da outra, a do cabelão, mas só encostou mas mesmo assim isso deu a maior confusão. A mulher do cabelo curtou enrolou o cabelo da outra na mão e esfregou-a na vala e acabaram indo parar na delegacia porque arrancou o cabelo da mulher e meu pai teve até que depôr. Eu não sei o que se passou que agora elas estão se falando normalmente e uma fica elogiando o cabelo da outra, duas doidas!"

Pq contou esta história?
Porque desde criança lembro disso e foi a primeira história que veio a cabeça.

Como ficou sabendo do projeto?
Pela vizinha, Dice.

Tatiane Santiago, desbravando o futuro
Por Marina Rosa
Nome Tatiane de Jesus Santiago da Silva >> Idade 24anos
Escolaridade Ensino médio completo >> Ocupação Desempregada
Rua Tenório Cavalcante
Time Flamengo >> Religião Evangélica
e-mail tatinhasanta@hotmail.com >> Orkut ---

O que tem de bom na sua rua?
Lan House e locadoura.

O que não tem de bom na sua rua?
Iluminação, quadra de esportes e pracinha.

O que gosta de fazer?
Conhecer novos lugares.

O que não gosta de fazer?
Ficar a toa.

Como se diverte aos domingos?
Entrando na internet, assistindo DVD.

Por que veio para o ProJovem?
Porque é um curso profissionalizante e que pode preparar para um trabalho.

O que espera do projeto?
Experiências novas, aprender o que o projeto ensina.

Acha que vai ganar o prêmio?
Claro!

O que vai fazer com o prêmio?
Se ganhar o MP4 gravarei músicas, as aulas do projeto e a história de como eu vim pro projeto, como conheci para guardar de recordação.

Qual a sua história?
"Da amendoeira que não existe mais na minha rua e foi onde eu passei minha infãncia pratcamente toda. Ficava dentro do quintal de uma casa na minha rua mas eu e meus amigos sempre brincavamos lá. Só que um belo dia o dono da casa não a quis mais e cortou a árvore. Sendo que nós passamos a infância toda brincando nessa àrvore e sempre aconteciam coisas tanto tristes quanto engraçadas naquele pé de amendoeira."

Pq contou essa história?
Porque lembrei dela pois marcou a minha infância por ser muito bonita e grande.

Como ficou sabendo do projeto?
Pelo meu sobrinho Leonardo.
Vizinha Big Brother
Por Marina Rosa
Nome Queli Lima Levoni >> Idade 23 anos
Escolaridade 2º grau completo >> Ocupação Desempregada
Rua dos Pracinhas >> Time Vasco
Religião adventista do 7º dia

e-mail quelilima16@hotmail.com
Orkut www.orkut.com.br/Main#Profile.aspx?uid=6601720802423063157

O que tem de bom na sua rua?
Os amigos.

O que não tem de bom na sua rua?
Condomínios.

O que gosta de fazer?
Cantar.

O que não gosta de fazer?
Correr.
Como se diverte aos domingos?
Indo a casa de amigos e à festinhas.

Por que veio para o ProJovem?
Para aprender e ter capacidade para o mercado de trabalho.

O que espera do projeto?
Conhecer o meu bairro.

Acha que vai ganhar o prêmio?
Sim.

O que vai fazer com o prêmio?
Usar muito.

Qual história contou?
"Lá em casa tem 3 campainhas, a campainha que toca normal, o meu cachorro e a minha vizinha. O cachorro porque ele late muito aí a pessoa não chega nem a tocar a campainha aí eu já to olhando quem é porque eu já sei que tem alguém no meu portão mas assim, a primeira que atende de todas que atende é a vizinha. Então quando eu não estou em casa todo mundo já sabe porque a vizinha logo conta. Mas nos fundos da minha casa dá pra ver tudo porque é aberto, na frente não dá porque tem muro e é fechado mas atrás não. Aí tem uma varanda que a vizinha fica bem de lá olhando e toda vez que eu apareço ela tá lá olhando pra minha cara. E se voce perguntar ela conta a miinha vida toda pra você, sabe a hora que eu acordo, que eu janto, que eu almoço, conta tudo que faço! Um belo dia quando eu ainda estudava eu estava me arrumando com o cabelo todo pro alto, ai olhei pela janela de lado e tá a vizinha lá no murinho. Fechei a cara e olhei bem sério pra ela e disse: "Bom dia!", mas ela não respondeu pois pensou que eu não tinha a visto e do nada ela se escondeu. E então fiquei esperando e quando ela botou a cara novamente deu de cara no muro do outro lado e caiu embaixo da árvore que tinha ali. Eu pensei e falou logo: "Bem feito, ninguém mandou ficar tomando conta da vida dos outros". O muro despencou lá de cima com ela junto e eu achei super engraçado."

Por que contou essa história?
Porque além de ter sido bem feito pra vizinha fofoqueira, foi a história mais engraçada.

Como ficou sabendo do projeto?
Através do folheto na rua.
Estudiosa e solidária
Por Marina Rosa

Nome Glauce Maria Martins da Silva >> Idade 23 anos

Rua Antonio Borges >> Ocupação Estudante

Escolaridade Cursando 1º ano do ensino médio


Time Flamengo >> Religião Não tem

e-mail Não tem >> Orkut Não tem

O que tem de bom na sua rua?
Ainda nada.

O que não tem de bom na sua rua?
Iluminação.

O que gosta de fazer?
Estudar.

O que não gosta de fazer?
Ficar em casa.


Como se diverte aos domingos?

Almoçando com a família.

Por que veio para o ProJovem?

Para aprender mais.

O que espera do projeto?

Que seja um curso bom.

Acha que vai ganhar o prêmio?

Não sabe.

O que vai fazer com o prêmio?

Se ganhar vai dar de presente para o irmão.

Qual história contou?

"Nós temos o quintal da família que tem várias mangueiras, aí meu tio tava escolhendo uma pra botar o balanço pra gente brincar. Qdo meu tio mandou fazer uma fila a minha prima era a mais apressada. Aí a gente empurrando todo mundo, todos rindo, só que essa prima tava tão apressada que queria ser umas das primeiras a ser empurrada no balanço, nisso meu tio falou 'vem logo voce', aí ela começou a balançar muito forte e ela com nervoso disso começou a mijar na gente que tava na fila e aquilo foi incrível porque o xixi foi tão alto que passou da fila e ela desceu do balanço se tremendo de tanto medo e nunca mais quis ir em qualquer balanço".

Pq contou essa história?

Porque é uma história tão engraçada que marcou a minha vida.

Como ficou sabendo do projeto?

Pela minha amiga Luciana.
O peladeiro da Prata
Por Marina Rosa

Nome Carlos Eduardo Cesar Ribeiro da Costa >> Idade 18 anos

Rua Euclides da Cunha >> Ocupação Estudante

Escolaridade Cursando 3º ano do ensino médio

Time Vasco >> Religião Evangélico

e-mail dudus2kytta@yahoo.com.br

Orkut www.orkut.com.br/Main#Profile.aspx?uid=15865490485508406603

O que tem de bom na sua rua?
O futebol com amigos.

O que não tem de bom na sua rua?
A iluminação precária.

O que gosta de fazer?
Jogar bola e fazer bagunça na rua.

O que não gosta de fazer?
Estudar em casa.

Como se diverte aos domingos?
Jogo bola, vou à casa da namorada e à igreja.

Por que veio para o Pro Jovem?
Para aprimorar meus conhecimentos e ter um currículo bom.

O que espera do projeto?
Conhecer pessoas e as histórias das ruas de Nova Iguaçu.

Acha que vai ganhar o prêmio?
Depende, mas acho que sim!

O que vai fazer com o prêmio?
Se for MP4 vou ouvir muita música e se for a câmera vou tirar muitas fotos, pois roubaram a que tinha.

Qual história contou?
"Onde eu moro tinha um campo todo jogado que ninguém cuidava e como eu e meus amigos sempre gostamos de jogar bola resolvemos ajeitar o campo pra gente ficar jogando ali e na época meu avô ainda era vivo e nos ajudou a restaurar o campo. Começamos a limpar tudo, ajeitar a trave e até fizemos marcação, só que antes da gente começar a usar veio um político e comprou e não deixou a gente jogar lá, só que foi maior sacanagem porque nós que fizemos todo o trabalho e depois que já tava tudo ajeitadinho que o cara apareceu.”

Porque contou essa história?
Porque meu avô já morreu e essa história me lembra muito ele, pois foi quem mais nos ajudou

Como ficou sabendo do projeto?
Pela rádio 93

domingo, 7 de setembro de 2008

De galho em galho

Ganhadora da Prata teve vida muito difícil depois de gravidez precoce

A vida da manicure Elzileide Sampaio deu uma guinada quando tinha 14 anos e chegou em casa com a notícia de que integrava as estatísticas de gravidez precoce brasileira. “Meu pai só faltou matar a minha mãe, achando que ela não havia cuidado bem de mim”, lembra ela, que ainda hoje, passados quase 10 anos, não pode dizer que superou de todo o problema iniciado com a maternidade. Uma prova de que nem tudo são flores na vida dela é que mais uma vez teve que parar de estudar este ano, quando cursava o 2º ano do ensino médio.

Foram muitas idas e voltas desde o dia em que a mãe a chamou para uma conversa séria, dizendo-lhe que Elzileide teria todo o seu apoio desde que não aparecesse com outra barriga. “Primeiro, tentei me enfiar na casa da sogra, mas não deu certo”, lamenta. O primeiro fracasso da relação não impediu que tentasse reconquistar o amor do primeiro e grande amor de sua vida. Tampouco se sentiu inibida pelo fato de o pai de sua filha jamais convidá-la para morarem juntos. “Eu sempre levava roupa quando ia dormir lá e ia ficando até a gente brigar de novo.”

Houve uma época em que, desiludida, casou-se com um outro homem. “Mas também não deu certo”, admite. Foi nesse período que resolveu sacrificar a escola, pois, desconcentrada, perdeu dois anos seguidos. “A matéria não entrava na minha cabeça.” O trabalho como vendedora pareceu uma solução mágica principalmente depois que o pai da filha atendeu a seus apelos e construiu um puxadinho na casa da sua mãe. “Tudo que sobrava eu investia naquele quarto e sala, que ficou uma gracinha.” O charme do lugar terminou ajudando numa nova e definitiva reconciliação.

Do chão não passa
A filha de Elzileide é tão levada quanto ela própria foi, como se pode perceber pela história que ela contou sobre o jamelão do quintal da casa em que nasceu e se criou. Na história, que remonta à infância de Elzileide, ela aproveitou uma sesta da mãe para subir na árvore com uma vizinha. A árvore era alta e, para chegar ao topo, ela fez um pit stop na laje, de onde era mais fácil chegar aos galhos mais altos. “Deitei no galho e me danei a comer jamelão.” Foi nesse momento que a vizinha gritou: “Você vai cair, menina!” A resposta de Elzileide não podia ser mais pedante. “Do chão não passa!”

Ela não lembra o que aconteceu até o momento em que abriu os olhos e deu de cara com um tronco com um galho para cima, uma vala e um monte de vergalhão. “Eu caí no único lugar que podia.” Mas ela não deu sorte de ter saído daquela queda apenas com uma fratura no braço. “Quando minha ia me bater, um vizinho falou de um primo que levou uma queda de uma mangueira e morreu depois que a mãe deu uma surra nele.” Foi o suficiente para que a mãe contivesse os ânimos e a levasse para o pronto-socorro.

A história dessa queda ia ser encenada pela turma A da Prata, o que fez com que entrasse nervosa na Vila Olímpica. Mas na saída sorria de orelha a orelha com as 10 horas de internet grátis na lan house do bairro e, principalmente, o MP4.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Enfim, as histórias!

Jovem Repórter conta tudo que ouviu durante as oficinas dessa semana
Por Louise Teixeira

Há quem ainda fique tímido durante as oficinas do projeto “Minha Rua Tem História”. Porém, o encontro desta terça feira foi bem dinâmico e interativo.

Antes de cada um contar as histórias tão aguardadas sobre a árvore da sua rua, os responsáveis pela oficina começaram com um exercício de criação. Cada um tinha que continuar a história iniciada pelos outros. Mesmo não entendendo muito bem o objetivo do exercício proposto por Juliana Roubert, todos se saíram muitso bem.

Após o exercício, cada aluno pôde contar a história da árvore da sua rua. Confira!


A Árvore matel
>> Ester de Oliveira >> Rua Dulce Peixoto >> Bairro Palhada

"A minha história é de uma senhora lá da rua. Na Rua Dulce Peixoto tem uma senhora cujo nome é Ivete. Ivete gosta muito de plantar árvores e ervas medicinais e pés de frutas. Sua calçada sempre teve bastante árvores. Do outro lado da sua calçada havia um canteiro com árvores e plantas, como pé de algodão e bananeira etc. Debaixo dessa bananeira e desse pé de algodão muita coisa acontecia, muitas das vezes coisas até que Deus duvida. Sentava gente pra fazer fofoca, para tomar uma fresca, até pra fumar um baseado.

Mas o mais engraçado é que debaixo dessa bananeira, mesmo com todos os bichos que ali havia, até uma criança foi feita. Por incrível que pareça, a menina nasceu com cara de banana e adora banana. Mas certo dia o progresso chegou à rua, com obras para asfaltar. A obra começou e o canteiro teve que ser derrubado. Juro por Deus! A mãe da menina brigou muito para que não derrubassem as árvores, pois queria fazer outra criança com cara de morango. Não teve jeito. Ela chegou a ficar deprimida, acho que ela queria usar a árvore como hotel de novo.
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A árvore da vida
>> Josilene de Oliveira da Silva >> 24 anos

"Na minha rua tem uma árvore que minha cunhada plantou quando estava grávida de Amanda. Nasceram duas árvores, mas somente uma vingou. Hoje, a árvore tem sete anos, é muito grande e dá uma boa sombra. Crianças brincam, senhores jogam baralho, jovens namoram, pessoas fazem fofoca embaixo dela. Ás vezes quando a gente faz churrasco também é debaixo dela".
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Bandão na esquina
>> Daiane Cortes

"A história é a da árvore de lá de perto de casa. Eu peguei uma manga lá, só que verde. Daí meu tio subiu mais alto e pegou uma manga mais madura. Eu saí correndo atrás dele para pegar a manga, mas ele não me deu. Aí ele falou que, se eu pegasse a manga, ele ia me bater. Ele foi e guardou a manga na geladeira, e quando ele saiu, eu fui e dei uma mordida na manga e virei de cabeça pra baixo. Quando ele chegou e viu a manga, saiu correndo atrás de mim e me deu uma banda lá na esquina! E eu me ralei toda. Tenho a marca até hoje!
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'A sirigüela da Márcia'
>> Rosana de Oliveira Rosa >> 22 anos

"Eu tenho uma amiga que se chama Márcia. Um dia, ela estava passando pela rua e pediu para o vizinho uma muda de 'sirigüela'. Ela deixou a muda no balde de molho e no outro dia plantou. Ela ficou observando crescer e regando todo dia. Fez até uma cerquinha para a árvore. Hoje, ela está com um metro e sessenta, quatro anos de idade e cada vez mais linda, dando sombra para as pessoas fofocarem, namorarem e pegarem um ar fresco".
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A árvore torta
>> Marcela dos Santos Espósito >> 19 anos >> Rua Delfina Borges

"Agora eu vou contar a história de uma árvore que tem na minha rua. Na verdade, essa árvore é uma mangueira, plantada pelo avô do meu pai há muitos anos atrás. Uma vez eu cheguei a arrancar todas as folhas, mas assim mesmo ela cresceu, floresceu e deu frutos. Essa árvore já foi atropelada uma porção de vezes, mas só vou contar uma delas. Foi quando um caminhão deu ré e bateu na galha e quebrou. Assim a árvore ficou um pouco torta, mas ela ainda vive e dá frutos".
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A árvore da fofoca
>> Angélica de Oliveira Pereira >> 23 anos >> Rua Taioca

"Na verdade, na minha calçada tinha uma árvore. Mas por causa de algumas coisas, foi cortada. Ela era pequena e ficava entre a minha calçada e a do vizinho, mas ficava mais para o nosso. Quando o tempo estava bem quente, ficávamos embaixo. Eles cortaram porque a gente ficava falando alto. A árvore ficava bem embaixo da janela do quarto deles.

Eles chegaram a queimar, tacaram fogo. Chegaram até a arrancar o cimento que tinha em volta pra gente não sentar. “Mas, mesmo assim, eu plantei outra no mesmo lugar, e agora eles não mexem mais.”
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O pé de jamelão
>> Renato Julião Gonzaga >> 19 anos >> Av. Antônio Borges

"Lá no meu quintal tinha um pé de jamelão e a gente sempre subia nele pra comer as frutinhas. Às vezes, quando caía um temporal, a gente não podia passar com roupa limpa, pois caía na gente e manchava na hora. Por isso, a gente teve que cortar a árvore. Era uma sombra muito boa, mas sujava a gente."
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Minha árvore
>> Jaqueline Fonseca de Almeida >> 19 anos

"Essa é a história da árvore que da frente da minha casa. Meu pai comprou essa árvore em 89, no mesmo ano que eu nasci; comprou-a porque eu nasci. E ficou sempre lá, a árvore plantada numa lata de tinta, dentro de casa. Aí, em 2000, quando minha irmã nasceu, meu pai resolveu plantar a árvore do lado de fora e agora a árvore quase que triplicou de tamanho, em oito anos".
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Motel à passarinha
>> Juliana Cristina Siqueira >> 18 anos

"Todo mundo contou uma história de árvore motel. Eu também conheço uma árvore motel, só que é de bicho, tá, gente?! É de um passarinho. Lá em casa tem uma goiabeira e já é a segunda cria do passarinho, parece que ele não gosta de outro lugar para fazer os filinhos dele. Toda vez que a gente vai lá procurar, tem nenenzinho dele".
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Folha solta
>> Edson Nunes >> 23 anos

"Na minha casa tem várias amendoeiras. Eu não gosto porque amendoeira solta muita folha e deixa a rua suja. Mas em compensação, quando está cheia de folhas, dá uma sombra maneira. Na linha do trem tem muito pé de jamelão. Quando está na época, a gente come muito jamelão lá.
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Coco vazio
>> Maristela Souza da Silva >> 25 anos >> Rua Álvaro Chaves

“O irmão da minha vó veio lá de Brasília. De lá, ele trouxe um coqueiro nanico e plantou lá no quintal dela. Os anos foram passando e o coqueiro foi crescendo. Aí, quando finalmente o coqueiro começou a dar coco, minha vó ficou toda empolgada. Deu aqueles cocos amarelos. Quando ela foi abrir o coco, não tinha nada! Ela ficou tão revoltada que acabou cortando a árvore toda!"
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O ladrão de manga
>> Leonardo Doniquete

"Lá na rua tinha uma mulher, avó de uma certa pessoa, que tinha um pé de manga, e era chata pra caraca. Sempre que a gente subia no pé, ela jogava água. Aí, quando a velha morreu, cortaram o pé de manga. Agora não tem mais como pegar manga lá."
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As carambolas do Seu Maciel
>> Monique de Oliveira >> 22 anos

"Um dia eu estava na Dona Balbina, e o Emerson no quintal em frente, no Seu Maciel, onde tem um pé de carambola. Ele pulou o muro e roubou as carambolas. Aí, de repente, aparece Seu Maciel com um facão atrás do Emerson. Só que Seu Maciel não conseguiu pegar o Emerson".
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A árvore da Julieta
>> Tatiane Oliveira Lima >> 24 anos >> Rua Costa Bastos
(Esta história não é verídica)


"O amor de Julieta começou debaixo da árvore 'amorosa'. Esse foi o nome que ela e Ricardo colocaram. Era lá que eles se encontravam às escondidas, pois seus pais não aceitavam o romance deles. Na primavera, quando a árvore começou a dar os primeiros frutos, Juliana descobriu que ela esperava uma bênção divina, pois foi lá que eles fizeram esse fruto do amor".
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A casinha da árvore
>> Letícia Barroso de Souza >> 23 anos >> Av. Antônio Borges

"Quando eu era menor, ou melhor, quando eu tinha menos idade, porque eu não cresci muito, no meu quintal tinha uma árvore bem grande. Eu e meus primos fizemos uma casinha de folhas, galhos e barbante. A gente amarrava tudo. Infelizmente cortaram essa, que tinha a idade da minha avó.
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A árvore insistente
>> Bruna Julião Gonzaga >> Av. Antônio Borges

"Na minha rua tem uma árvore onde ficávamos Edson, Aline, Gisele, Alessandra e eu, todo mundo conversando. A gente fazia o dever de casa embaixo dela. Aí, tem um terreno vazio do lado, que estava cheio de lixo. Foram tacar fogo no lixo e acabaram queimando a árvore. Até que minha tia falou:

– Essa árvore tá muito feia. Vamos cortar.

Ela cortou e agora a árvore está crescendo de novo!
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O bosque dos miquinhos
>> Gisele Dominique >> 18 anos

"Lá no condomínio onde meu pai mora, em Campo Grande, tem um bosque que tem um monte de miquinhos nas árvores. Certo dia, eu fui lá com o meu filho para mostrar os miquinhos. Para meu espanto, cortaram todas as árvores e os miquinhos tinham ido embora.